
Sabe aquela mulher ali?
É... é essa de traços sutis, sorriso expansivo, risadas fortes, olhar meio apertado...
Sabe? Aquela é a minha tia...
Cresceu já mulher, e com a maturidade aprendeu a ser, verdadeiramente, menina.
Tem nos olhos um brilho, que não é de quem muito já viveu, mas de quem sabe viver.
É de uma prudência similar com a minha pretensão, ambas são oscilantes. Aliás, nossas naturezas, definitivamente, é que são inconstantes!
Na transparência se desvela, até onde não deveria, pois não se resguarda, é fato!
Mas por assim ser, conhece-se, e sabe como voltar pra casa.
Como todos nós, tem em si um mundo de ideias. Porém, o dela hoje é uma verdadeira história virgiliana: uma viagem errante pelos mares do mundo, onde o destino, e os ventos a levaria para ancestralidade... Eneida, Uma verdadeira avó.
Pois... Essa é minha tia
De tantos tetos,
de tantos rumos,
de muitos afetos,
de alguns furos...
Hoje,
maior do que o coração,
maior do que uma casa,
maior do que qualquer balão
São as suas asas!
Feitas para voar!